Município do Porto lança livro dedicado à reabilitação da Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota

O Município do Porto apresentou no dia 31 de outubro, o livro Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota. Trata-se uma obra coeditada com a Tinta-da-china, que coloca em perspetiva a história do equipamento e a sua profunda reabilitação. O lançamento deste novo volume da coleção “Fazer Cidade” aconteceu aquando do 6.º aniversário da reabertura do pavilhão ao público, no auditório da Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

A sessão de apresentação moderada por Rui Tukayana, reuniu, à conversa, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, administrador da Círculo de Cristal, S.A., Jorge Silva e o fundador da Amplitude Acoustics, Rui Ribeiro, enquanto responsável pelo projeto acústico da Arena. Durante a conversa osconvidados recordaram os desafios desta restruturação, fazendo da Super Bock Arena – Pavilhão, nos dias de hoje, a mais importante sala de espetáculos e eventos da cidade do Porto, estabelecendo-se como um espaço de qualidade e conforto.

O momento musical da sessão, esteve a cargo de um quinteto de sopros da Academia de Música de Costa Cabral.

O livro traça os primórdios da construção do Palácio de Cristal, no século XIX, passando pela sua conversão em Pavilhão dos Desportos, em 1952 – uma obra com projeto do arquiteto José Carlos Loureiro –, até à intervenção de reabilitação realizada na década passada, antes da sua reabertura em outubro de 2019.

O livro Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota é o último volume de “Fazer Cidade”, a coleção de livros coeditada pelo Município do Porto e pelas Edições Tinta-da-china que regista as transformações urbanas que a cidade conheceu ao longo da última década.

Rui Moreira, durante a apresentação do livro “Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota”, disse que esta edição tem o propósito de funcionar como uma “prestação de contas”, recordando a história do Pavilhão Rosa Mota, nos Jardins do Palácio de Cristal, sugerindo que “as cidades são feitas destas dificuldades e destas histórias”.

“As cidades não são coisas fáceis, não são coisas que se resolvem como se resolve um desenho ou um projeto, porque têm enormes complexidades. Felizmente nós temos uma memória seletiva, e muitas vezes, ao mesmo tempo, temos muito medo de arriscar. E nós aqui devemos dizer que arriscamos bastante”, considerou, numa referência à opção por concessionar o espaço de espetáculos a privados.

Nesta última iniciativa do mandato, Rui Moreira usou as “suas últimas palavras” para agradecer “aos eleitos, aos quadros da Câmara Municipal do Porto, das empresas municipais, das pessoas que participaram, os privados que acreditaram que era possível fazer estas mudanças”.

Fotografias: João Pedro Rocha / CMP